é,
foi o que vi.
Somente o fosco de
uma pálida face a luzir,
imergida num oceano de vozes,
gestos,
torrentes e correntes,
de vais e vens,
de loucura e beleza.
Ai! O misto do novo século.
Minha moonlight pobre,
velha,
companheira,
deste meu navio,
sobre ele a luzir,
sim!
Resplandeça!

Faz vagar errante,
cavalgar sobre tuas ondas,
um fio,
um filho,
a liga.
Ai, se me desses!
Desses de beber de teu cálice,
oh!
O amor...
Quero minguar tuas fontes em mim,
chorar, jorrar, voar!
Fria!
Cálida!
Sentir o teu branco pálido a tocar meus ossos,
minguar.
Suar! Farejar! Quero!
Neste absurdo de realidade,
contrói teu sonho...
Teça sua vinha aromática.
Sem pecado ou mal, pobre criatura,
nem calor necessitas,
quando perto estás da lida,
a matina,
tua face.
Faz!
Faz escorrer sobre mim
teu vinho!
Teu unguento, faz!
Quero com ele escorrer, quero!
Lentamente,
absurdamente!
Ai!
Ah!
Oh!
O ápice,
o cume,
tua face
cálida.
Oh!
Moonlight!
Teu veneno me fascina.
Não és a filha do sol?
Não és a ama das estrelas?
A rainha do oceano?
O oceano da paixão,
o oceano das miragens,
das vertigens,
do meu calgar!
O oceano da noite fria, fria...
úmida! Fria!
E este teu cálice a luzir?
Que me seduz,
que quer meus ossos,
que o refletem,
teu ouro,
teu esplendor.
Me vou sim!
Mas não sem dizer-te: “Moonlight!”
Fina, cega, oca!
Moonlight.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Esse comentário é de livre e espontânea expressão de seu emitente e não representa a opinião do criador do blog.