Quero expressar aqui meu agradecimento a você de Belo Horizonte, de Vitória, de Juiz de Fora e de Ribeirão Preto que frequenta meu blog e o faz ter um motivo de existir.
Agradeço especialmente ao pessoal de BH pelas visitas, comunico que estou aberto à críticas e que caso queiram conversar diretamente, disponibilizo o meu endereço para mensagens instântaneas no perfil do blog.
Agradeço ainda ao pessoal de Portugal e da Flória que sempre lêem os textos, e são os visitantes internacionais que mais tempo permanecem no site.
Abraços a todos.
Tiago.
Amoras do Amor

14/04/2010 – 23h10
Meus poros transpiram desejo.
Minha derme se contrai de tão tesa.
Meus braços se rebatem na cama,
à sua procura.
Deslizam pelos lençóis tentando materializar-te
pelo desejo que arde.
Meus poros transpiram desejo.
Minha derme se contrai de tão tesa.
Meus braços se rebatem na cama,
à sua procura.
Deslizam pelos lençóis tentando materializar-te
pelo desejo que arde.
Caminho na noite seguindo a fragrância que deixaste.
Os rastros de teu corpo.
Meus olhos se aguçam,
meus instintos se avultam,
sua imagem pulula minha mente.
Os rastros de teu corpo.
Meus olhos se aguçam,
meus instintos se avultam,
sua imagem pulula minha mente.
Me contorço na minha cama
entre os espasmos de teu amor
em mim.
Desejo ardente.
Respiro tua aura morna a encher meus brônquios.
Tua saliva se dissolve com a ardência
deste amor em febre.
Por mais dois minutos busco tua presença
entre meus braços.
Oh! Onde estás,
amor?
Febril me entrego
ao teu encanto.
A voz do luto paira,
pois não mais vivo,
a não ser,
por ti.
Morto em teus braços
ante tua vista.
As trocas gozosas arfam o teu ar
para dentro de mim.
Suspiros de um encanto que se fez.
Murmuro teu nome entre os dentes: – Amor!
Teu nome é tão doce.
*****
Transpiro essa paixão. Ela está
em todo o meu corpo.
Vou contraindo em espasmos de amor,
doce amor.
Rebatendo minhas pálpebras,
sugo o prazer
pelo ducto do
teu olhar.
E lentamente sinto-o deslizar-se
até meu cerne.
Percorre um caminho pelas minhas veias,
pelo meu seio,
tronco,
membros,
até encostar-se
à minha língua,
às minhas falanges.
Aguçaste um animal adormecido.
Oh! Amor Selvagem!
Puro!
Bruto!
Avultaste minh'alma
com teu gozo.
Vejo os silfos em nuvens de prazer,
neblinas do desfrute que pulula minha noite,
meu quarto,
minha cama,
meu corpo.
E se contorcem,
se estremecem pelo som
de tua voz,
pela sua presença.
Oh!
Onde estás?
Sinto-te e respiro-te como o ar que sorves!
E dissolve-se em meu íntimo.
Quero buscar-te esta noite!
Onde estás?
Entrego-te
tudo.
Começo a viver.
Começo a morrer.
Numa troca constante em mim mesmo.
Sugo teu ar para dentro de mim e
suspiro murmúrios surdos
por todo o meu corpo.
Teso que arde até transpirar.
De arte.
No tear.
Ouso cear.
Oh amor doce!
Oh amor faminto!
Sacia-me com
amoras do amor!
Com o doce de teu beijo!
Com farelos de mim,
desfeito por ti.
Mulher da Vida

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De tudo e de todos és apaixonada, enamorada, enlaçada.
A puta triste que foste,
antes desgarrada,
a mulher,
aquela,
a outra,
filha do sol,
da lua e
das estrelas da noite.
A puta triste que foste,
antes desgarrada,
a mulher,
aquela,
a outra,
filha do sol,
da lua e
das estrelas da noite.
Vives na vida,
vives a vida.
Comer,
beber,
vender,
comprar.
O sangue fervilha,
“arde sem se ver”...
– Ah! – Foi o suspiro da morte
bêbada com o gozo do amor,
cambaleante, nem sequer pode ceifar-te!
Oh! Mulher da vida!
Onde andas?
Por quem suspiras?
A quem espreitas
oferecer teu coração
abraçado pelos róseos seios?
A quem darás?
– Deixe o fogo me lamber! Deixe a fossa me tragar.
Mas, ai!
O amor embebedou-os,
enlaçou-os antes que a tragassem.
Flui ameno, líquido torpe.
Mas, ferve,
pulsa forte,
mulher da vida!
Mas, ferve,
pulsa forte,
mulher da vida!
Quando? [2003]
O que direi do tempo?
Mas só se fala em tempo.
Tenho tempo para escrever?
– Não tenho tempo! – Grita o homem...
Mas que direi do tempo?
Que com tempo se faz três estrofes?
Sem rima e na pobreza retines...
Ou que põe-se um ponto final?.
Como contorná-lo, oh tempo?!
Como dizer-te: – Pare?! Como?
Os passados que passaram diziam:
“Meu amigo”.
Ainda sim...
Vem e vai... Vem e vai...
Invés de tic e tac...
E se murcham os olhos azuis!
Se esbranquiçou o rubor nativo...
Foi-se voando sem fim?
Como tapar a brecha?
Brecha que virou abismo!
E que por ali vieram os tempos!
Sem certeza (se ao menos pudesse),
Sem esperança (ah, eu a tenho?),
Sem amor (não morrerá nunca!)?
Contudo, sem juventude (É!)!
LUA [2009]
Um fosco,
é,
foi o que vi.
Somente o fosco de
uma pálida face a luzir,
imergida num oceano de vozes,
gestos,
torrentes e correntes,
de vais e vens,
de loucura e beleza.
Ai! O misto do novo século.
Minha moonlight pobre,
velha,
companheira,
deste meu navio,
sobre ele a luzir,
sim!
Resplandeça!
Faz vagar errante,
cavalgar sobre tuas ondas,
um fio,
um filho,
a liga.
Ai, se me desses!
Desses de beber de teu cálice,
oh!
O amor...
Quero minguar tuas fontes em mim,
chorar, jorrar, voar!
Fria!
Cálida!
Sentir o teu branco pálido a tocar meus ossos,
minguar.
Suar! Farejar! Quero!
Neste absurdo de realidade,
contrói teu sonho...
Teça sua vinha aromática.
Sem pecado ou mal, pobre criatura,
nem calor necessitas,
quando perto estás da lida,
a matina,
tua face.
Faz!
Faz escorrer sobre mim
teu vinho!
Teu unguento, faz!
Quero com ele escorrer, quero!
Lentamente,
absurdamente!
Ai!
Ah!
Oh!
O ápice,
o cume,
tua face
cálida.
Oh!
Moonlight!
Teu veneno me fascina.
Não és a filha do sol?
Não és a ama das estrelas?
A rainha do oceano?
O oceano da paixão,
o oceano das miragens,
das vertigens,
do meu calgar!
O oceano da noite fria, fria...
úmida! Fria!
E este teu cálice a luzir?
Que me seduz,
que quer meus ossos,
que o refletem,
teu ouro,
teu esplendor.
Me vou sim!
Mas não sem dizer-te: “Moonlight!”
Fina, cega, oca!
Moonlight.
é,
foi o que vi.
Somente o fosco de
uma pálida face a luzir,
imergida num oceano de vozes,
gestos,
torrentes e correntes,
de vais e vens,
de loucura e beleza.
Ai! O misto do novo século.
Minha moonlight pobre,
velha,
companheira,
deste meu navio,
sobre ele a luzir,
sim!
Resplandeça!

Faz vagar errante,
cavalgar sobre tuas ondas,
um fio,
um filho,
a liga.
Ai, se me desses!
Desses de beber de teu cálice,
oh!
O amor...
Quero minguar tuas fontes em mim,
chorar, jorrar, voar!
Fria!
Cálida!
Sentir o teu branco pálido a tocar meus ossos,
minguar.
Suar! Farejar! Quero!
Neste absurdo de realidade,
contrói teu sonho...
Teça sua vinha aromática.
Sem pecado ou mal, pobre criatura,
nem calor necessitas,
quando perto estás da lida,
a matina,
tua face.
Faz!
Faz escorrer sobre mim
teu vinho!
Teu unguento, faz!
Quero com ele escorrer, quero!
Lentamente,
absurdamente!
Ai!
Ah!
Oh!
O ápice,
o cume,
tua face
cálida.
Oh!
Moonlight!
Teu veneno me fascina.
Não és a filha do sol?
Não és a ama das estrelas?
A rainha do oceano?
O oceano da paixão,
o oceano das miragens,
das vertigens,
do meu calgar!
O oceano da noite fria, fria...
úmida! Fria!
E este teu cálice a luzir?
Que me seduz,
que quer meus ossos,
que o refletem,
teu ouro,
teu esplendor.
Me vou sim!
Mas não sem dizer-te: “Moonlight!”
Fina, cega, oca!
Moonlight.
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