Tem um mar aquém,
que a tudo circunda,
transborda também,
que se afoga e afunda.
Este mar aquém
tenta desaguar
em outro alguém
e rio virar
no colo de amar
donde se mantém
vem se entornar
para mais além.
Quê tem este mar
das brumas que vêm
meu cauto amar
mansas tomarem?
***
Todo na janela
posso vê-lo a rir-se
com ondas de trelas
e tagarelices.
Prosas, sinfonias
sejam quais forem
rosas ou petúnias,
as toma também.
Há mares aquém
e ondas a bulirem
que cantam assim
e ninguém vê em mim.
Se terá o meu bem
lembrado de mim
sem nenhum vintém
do lado de aquém?
que a tudo circunda,
transborda também,
que se afoga e afunda.
Este mar aquém
tenta desaguar
em outro alguém
e rio virar
no colo de amar
donde se mantém
vem se entornar
para mais além.
Quê tem este mar
das brumas que vêm
meu cauto amar
mansas tomarem?
***
Todo na janela
posso vê-lo a rir-se
com ondas de trelas
e tagarelices.
Prosas, sinfonias
sejam quais forem
rosas ou petúnias,
as toma também.
Há mares aquém
e ondas a bulirem
que cantam assim
e ninguém vê em mim.
Se terá o meu bem
lembrado de mim
sem nenhum vintém
do lado de aquém?
