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Divago se se ama pela metade,
se se tem pelos termos de um acordo
a afeição do outro.
Se se vive a técnica do prazer
pelo amor não inteiro.
Se é amizade a força primeira!
Se é Eros o artesão do prazer!
Se é a natureza!
Se é o bicho-homem!
Quando regava meus canteiros
lá pelo século passado,
regava e pensava:
É o amor
como essas gotas
que enchem a flor?
É o amor como
suspiros silenciosos
da pequena rosa
em botão?
Eu a dou a água
da vida,
sua vida!
Sua necessidade supre-se.
Minha nescidade extingue-se.
Sou eu tua planta, oh amor?
Quantas cartas ainda te escreverei?
Sem respostas!
Não lidas!
Cartas guardadas!
Palavras ao vento!
Suspiros ao léu!
Debruço-me já
quantas vezes
aos pés de teus ouvidos
para murmurar
meus lacrimosos contos?
Sem que,
contudo,
me respondas, amor!
Sem que sequer
olhes de relance para mim!
Quisera eu ser teu amigo,
mas hoje tenho medo
de tua face mirar!
Imputaste-me a dor da ignorância!
Afligiste-me depois de usurpar-me as defesas...
Fujo de ti como uma cabra selvagem!
Fujo de ti como os silfos pelos ventos!
Mas, às vezes, paro, descanso
pelas sombras e percebo que
quem me dá água
és tu mesmo
e quem me faz sombra
diante do sol da vida,
és tu
de quem tanto fugi,
tu.
Aquele que furta-me as sentinelas da alma
e seduz-me até teus braços!
Tu,
oh amor!
Lágrimas de amor!
Tu...
se se tem pelos termos de um acordo
a afeição do outro.
Se se vive a técnica do prazer
pelo amor não inteiro.
Se é amizade a força primeira!
Se é Eros o artesão do prazer!
Se é a natureza!
Se é o bicho-homem!
Quando regava meus canteiros
lá pelo século passado,
regava e pensava:
É o amor
como essas gotas
que enchem a flor?
É o amor como
suspiros silenciosos
da pequena rosa
em botão?
Eu a dou a água
da vida,
sua vida!
Sua necessidade supre-se.
Minha nescidade extingue-se.
Sou eu tua planta, oh amor?
Quantas cartas ainda te escreverei?
Sem respostas!
Não lidas!
Cartas guardadas!
Palavras ao vento!
Suspiros ao léu!
Debruço-me já
quantas vezes
aos pés de teus ouvidos
para murmurar
meus lacrimosos contos?
Sem que,
contudo,
me respondas, amor!
Sem que sequer
olhes de relance para mim!
Quisera eu ser teu amigo,
mas hoje tenho medo
de tua face mirar!
Imputaste-me a dor da ignorância!
Afligiste-me depois de usurpar-me as defesas...
Fujo de ti como uma cabra selvagem!
Fujo de ti como os silfos pelos ventos!
Mas, às vezes, paro, descanso
pelas sombras e percebo que
quem me dá água
és tu mesmo
e quem me faz sombra
diante do sol da vida,
és tu
de quem tanto fugi,
tu.
Aquele que furta-me as sentinelas da alma
e seduz-me até teus braços!
Tu,
oh amor!
Lágrimas de amor!
Tu...

