Eu vejo por aqui, você vê por acolá...
Nossos olhares se cruzam, se passam e se desencontram.
Eu vejo por aqui, você vê por lá, ali...
Até nos desencontros existe um encontro?
Quero subir esta vereda
que me leve a este acolá
que tanto contemplas.
Quero caminhar em busca
desta luz que vigias,
que anseias,
a trarei pra ti.
Quero ser parte de teu pensamento,
entrar nas tuas idéias,
ouvir tua voz interior.
Quero saber quais segredos
vão e vêm deste ninho,
este nicho.
Quero descobrir todo esse teu mundo,
pelo qual vagas,
e só sabes responder-me:
Vem.
Quero ouvir o oceano, em calmaria ou tormenta,
que se agita dentro de ti.
Ver as estrelas,
quais sonhos ainda distantes,
que elevas a teus céus.
Quero me afundar em tuas águas,
águas da emoção,
contemplar teu teto como o vês agora...
Quero ter teus olhos,
teus ouvidos,
tua pele,
para te conhecer como ninguém
e nunca mais nossos olhares se desencontrarão.
Quero entender porque as lágrimas, às vezes, descem,
porque este sorriso é tão luminoso,
porque esta voz tanto, embriagada, soluça
dizendo que me ama.
Quero pairar pelo vento que voa dentro de ti,
na ânsia de sair, e, tão sutilmente, o impedes.
Quero vê-lo livre seguir,
contemplar os rastros desta flecha
desferida ao relento.
Por quê?
Por que a lançastes assim?
Por que ao menos não fixaste um alvo?
E o relento a levou até a mim.
Não mais adianta,
ferido estou de amor. Sangro.
Só tu o podes estancar.
Vem tapar minha ferida.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Esse comentário é de livre e espontânea expressão de seu emitente e não representa a opinião do criador do blog.