Será que nessa minha esgrima interior existe arte?
Quem tolherá esta luta?
Quem?
Um artífice a jogar contra si mesmo?
Quem?
Me resisto se existo, me inflijo nisto.
Quem vencerá?
Qual golpe ainda me resta?
Sob o olhar esguio do oponente:
tua face ao espelho a pronunciar tua sentença.
Me aflijo se existo, me restrinjo nisto.
Me seca a fonte, qual liberdade cerrada
num cárcere de carne e ossos.
Num lânguido arpejo de massa.
Massa estonteante.
Por que te influis sobre mim?
Que queres de mim?
Te confesso num recesso,
com receio a saboreio,
nas badaladas de dias maus.
A cor ocre deste deserto
que fizeste,
com intenção de romper
toda força razoável,
findável,
elucidável...
me atinjo no cerne desta força.
Me desbarato ante teu espelho...
sou um estranho em mim mesmo,
um inimigo oculto que quer se declarar,
me abastar de tua presença,
cujo nome é tediante...
Cujo olhar se faz morar
em mim,
no fim,
no linho... um limo
e eu rimo.
Minhas preces atraem-te...
te chamam quando as palavras lutam entre si...
para onde fugir?
Rugir ou mugir?
“Levo tua culpa, oh espelho meu,
espelho d’água,
que te formaste numa miragem
mera ao derredor.
Na dança da esgrima?
A guerra é uma arte,
o mundo o seu palco,
meu mundo.”
Nenhuma arma agora,
entregue estou.
A mercê de...
Ah!
Toque novamente,
que seja tua capa escura
nessa aventura
e desse devaneio
me meneio.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Esse comentário é de livre e espontânea expressão de seu emitente e não representa a opinião do criador do blog.