Esperança

Os ares tão graves da contradição
circundam o monte dos meus pensamentos.
Seus aprumes picos talvez sejam vales de relva.

Valores auto indulgentes consagrados ao ego.
Qual o tamanho verdadeiro deste barro?
Quão pequeno és criatura, sob o orbe infinito,
qual pingo que ligeiro mancha a terra extensa!

Ah, matéria de afãs tão banais
arfar vens o sopro denso destes ares,
ares de contradição, rendição, barro.
Ah! Que ouvidos surdos nos fizemos!

Rendo-me ao calor do dia, da exímia luz,
colar da vida! Leva-me à simplicidade
pura, límpida, pequena, copo de paz.
Leva-me às ondas sossegadas do mar
do amor. Leva-me aos cânticos das
petúnias estrelares, ao firmamento dos
séculos, onde perdura a paz, a bonança,
a vívida esperança de viver do amor.

Amém.


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