Tiago Portes (30/08/09 – 1h47)
Como eu queria
voltar para a rua,
voltar para o colo.
Como eu queria
correr na chuva,
como eu queria
roubar goiabas e uvas,
subir as mangueiras.
Como eu queria
viver sem me preocupar,
que fosse eterna a infância,
a aurora da vida.
Como eu queria
recomeçar a cada dia
com o colo cheio
de calor
de novo.
Como eu queria
descer ao chão
e pisar o barro
sem tanta correria!
Como eu queria!
Ah! Como queria!
Vagar num jardim em flor,
como quando para a vida ria.
como eu queria!
Como eu queria
viver sem me preocupar
em ter que voltar,
ou em ter que,
na hora de acordar,
acordar,
sair, enganar,
desenganar,
como de mim
querem.
Como eu queria
ter medo dos dragões
e lobos-maus
que não são humanos!
Como eu queria
nunca ter entendido a piada
suja!
Como eu queria sair
e brincar de roda
no lugar de rodar
junto a tantos outros.
Como eu queria
subir bem alto
por um unicórnio
e não ter hora para
parar de sonhar.
Como queria ser acordado
pelas mãos tão leves e aveludadas
de quem me ama além do corpo!
Como eu queria ser novo!
Com eu queria ser criança!
Estaria agora brincando
e não me lamentando.
Faço desta minha brincadeira,
minha cantiga de roda.
Convido-te a rodar comigo
nessa ciranda da vida,
acordar,
e voltar a ver as cores
do nosso desenho.
Como eu queria,
ah!
como queria andar
de mãos dadas
para proteger.
Como eu queria!
De novo
ser novo...
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