Suspirar, Suprirá

Arfar o ar. Suspirar. Respirar!

Paro e olho diretamente para o significado deste mundo.

Tudo que interpreto, tudo pelo que tenho velado!

Me questiono qual o verdadeiro valor de tudo...


Se nada exterior pode se ancorar em mim,

onde então estará o valor pelo qual devo prezar,

e pelo qual minha alma espera? Onde está?


Vejo o quão pobre me faço. Somente agora

percebo-me tão material e tão frustrado.


Não há quem seja mais pobre neste século,

senão o homem que confia em suas próprias riquezas.


Nada pode me segurar, nada pode me

deter... Nem ouro, nem prata! Nem riqueza,

nem poder! Mas o amor! Onde está meu amor agora?

Só ele pode me prender em seus braços!


Amor, antes te sentir etéreo, que estéreo me confinares

a viver sem ti! É por ti que procuro? Será que procuro?


Tudo em mim grita teu nome! Não vez o quão distante já

te tornaste? E só preciso de um abraço, nada mais.


Pegue esta tona! Pegue a alva! Pegue-se aos torvelinhos

do vento! Volte para a casa, pois ainda te espero!


Te espero loucamente, arduamente...

Ou tu não és quem a minha alma espera?

Ou tu não podes suprir a falta que sinto de mim mesmo?

Ou tu, ou outro amor.


Saúde a todos nós. Abrem-se as cortinas do espetáculo!

Um brinde!

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