Somos peregrinos aqui. Sim! Isso é verdade. O que nos levaria, no entanto, a querer suplantar essa verdade em prol de uma mensagem, de uma resposta? Que amor é esse personificado que me procurava? Onde ele leu meu nome para que me desse por perdido de si?
Ou ele apenas me viu pelo caminho e de imediato me abraçou, me amou.
Ou simplesmente veio como onda debruçar-se sobre meu corpo.
Ou capturou-me com seu olhar.
Ou sugou-me a alma com seu beijo para que me tornasse um só nele.
Ou abriu a arca sagrada ante o pecador.
Ou a apoteose do ser se iniciou.
Ou banhou-me em vinho, seu vinho.
Ou veio e chegou, me encontrou.
Onde estavas, oh amor, para que eu diga que chegaste? Por onde andavas? Vazava clareiras? Andou chamuscando corações e agora veio queimar em mim? Mas, onde foi que te perdi de mim?
Ou certo como a manhã não tarda vieste.
Ou guiado pelas estrelas viste-me neste humilde colo de vida onde estou.
Ou leu meu nome nos céus.
Ou aproveitou meu momento de descuido e me possuiu.
Ou entrou por meus olhos quando a ti miraram.
Ou apanhaste as portas abertas.
Ou angariaste um exército que rompesse as fortalezas do ser.
Ou as abriu como a uma rosa em botão, como a flor da matina molhada de orvalho.
Ou desceste por sorte sobre mim quando caías do céu.
Ou marcou-me desde a eternidade para si.
Ou vagavas como o vento que irrompeu sobre mim, como uma carruagem celeste trazendo a anunciação dos tempos.
Ou o fogo temporário.
Ou a água quieta e profunda.
Ou a terra mãe.
Ou o ar suspenso.
Donde vens, oh amor?
De qual trabalho te exoneras?
Pois me encontrastes.
Meus cumprimentos.
Não posso fugir.
“O amor te encontrou!” ecoam as vozes.
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O amor se perdeu...
ResponderExcluirAo amor pena de morte!
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