Tantos instintos adormecidos
que agora rugem.
Bradam contra mim.
Penso em abrir as tranqueiras.
Esta realidade que me cerca,
tão indescritível.
Brotam refugos por toda a parte.
Talvez sejamos todos refugos?
Talvez escondemos de nós mesmos,
nossas incertezas,
anacronismos,
imobilidade.
Aceitamos nossa própria subjetividade.
Sem nenhum nexo. Sem consenso.
Numa metamorfose sombria,
um misto de um passado de relíquias
que se vão.
Ah! Quanto ainda falta?
Até quando fugiremos de nós mesmos?
Todo dia esbarramos em flores,
pessoas,
esbarramos com a vida.
Todo dia nos damos conta daquilo que não mais é...
A dádiva do hoje precisa surgir,
certa como as auroras
dentro de nós.
Oh! Quão miúdo sou ante tua face
ó abismo dos céus.
Carregas em ti as estrelas...
Já as tem tomado para seu ventre.
E quanta poeira para trás.
Não o entendo. Nem a mim tampouco!
Agora sim, revela-se a pior forma de perder-se.
Perder-se dentro de ti.
Estamos fartos de narrações sem fim.
Exploraremos os recônditos deste universo selvagem,
esperai-vos por desbravadores.
Este mundo, entre afãs, banais, vãs!
Mergulha neste mundo,
ó pobre vil,
e acharás teu nome
uma vez
lá escrito.
.
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