A tudo nesta lida,
o homem (ser)
tem escolhas.
À glória! À honra! À pobreza!
À desonra!
A males! A bem!
À ventura! Aventuras! A desventuras!
A calgar sob carvalhos negros!
A vagar em unicórnios pelo céu anil-dourado.
Rindo! Chorando! Indo e vindo!
Voando!
...
Tem direito a tristeza!
Tem direito à alegria.
À fé! À bonança!
À impaciência!
Ao rumo errado!
Um prumo estranho!
Uma cavalariça rebelde!
Ao murmurar chamas! Aquecer lareiras!
Frias! Emoção! Parar! Caminhar!...
A tudo!
E mesmo que tudo eu prove!
Mesmo que tudo me toque!
Mesmo que marcas e cicatrizes leve eu à vida!
Nada!
A nada terei o direito da escolha certa!
Se não provar o amor!
O amor que perdura.
Após a morte...
após a vida...
após a lida...
a matina...
a canção...
pois, ainda que de lábios cerrados...
ainda entoas a mais bela canção!
Ainda que brasas ardam e se consumam
afiguras o rosto com uma gélida espátula
e o fazes numa gélida fôrma!
Não!
Não vistes o vapor que as brasas lançaram no seu resfolgar!
Não!
Não sentistes e nem pressentistes,
pois ali estava, cravado, no interior.
Ou no fim do mundo (ah!)
ou no topo da copa mais alta!
Somos todos pássaros! Sempre voaremos!
Sem bússola! Sem mapa! Sem destino!
Mas,
(sim)
nos guia o vento!
Que seja norte!
Que seja leste!
Ele nos leva!
Sem querer chegamos!
Sem pedir achamos!
Pois ele nos leva:
o vento.
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